segunda-feira, 9 de junho de 2014

Then you have never loved.




Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O, no! it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
     If this be error and upon me proved,
     I never writ, nor no man ever loved.


Shakespeare.. Agora disseste tudo.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ponto de partida.


És Tu sem o seres ao mesmo tempo. Levaram-te um pedaço sem pedir licença e continuaram o seu caminho. Ficaste, mais uma vez, de alma nua.  Pedes ao desespero que encontre a calma e, a ironia, essa limita-se a soltar gargalhadas diante do teu nariz...
 Demoraram-te 3 anos para voltar - voltar a ponto nenhum.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

things will never be the same again.

E hoje decidi pôr de parte as palavras escritas durante anos, 'neste' espaço. O sentido (que já pouco existia) parece-me ter-se evaporado de todo. Tenho as palavras para dizer, mas não aqui, pois tudo o que me faz sentido agora guardo-o para Ti. Não mais irei expôr sentimentos num espaço de acessos ilimitados. Das minhas palavras faço-as apenas e só tuas (a meu ver, a maneira mais sincera). Peço que guardes cada gesto meu como teu e que continues a caminhar a meu lado, na melhor coisa que aconteceu em toda a minha vida. 
A Ti ...

... um até já.

sábado, 29 de outubro de 2011

E.N.

Are words really necessary?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

speaking of joy.

 
E hoje tocou-lhe a certeza de que a vida, apesar de nunca perfeita, não poderia estar mais perto. É o sabor da simplicidade que a delicia dia após dia, o cheiro da sua pele que a entrelaça em cada momento, o som dos seus sussurros enquanto a envolve em abraços eternos. Tem a saúde, a amizade, o amor. Tem a realização pessoal cada vez mais próxima, cada vez mais sua. Tem as palavras que, sendo tantas, não lhe parecem chegar para descrever o sentimento que a completa. Há 198 dias, 22 horas e 17 minutos que se apoderou do tempo e fê-lo valer por todo aquele que não foi mais do que perdido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

entre a vida e a morte


Ao ver o suporte a diminuir-se-lhe e as máquinas a desligarem-se-lhe apercebi-me de como a vida assenta sobre tão ténues linhas. Não são apenas as opções de vida, pois há aquela fracção que nos foge por entre os dedos e, por mais que o desejo nos impulsione no sentido de mais um batimento, chega a uma altura em que temos de enfrentar que o fim é uma realidade inevitável. Todos queremos mais: mais um momento, mais um segundo, mais... mais... Contudo, há que ajuizar e traçar o limite da beneficiência versus distanásia. A Medicina é uma ciência e há quem se esqueça de que não é (de todo) perfeita. Posso dizer que, após ter vivido no limiar estas questões nos últimos dias, não há nada que supere a dificuldade de decidir parar o tratamento activo, em prol de um tratamento de conforto.

sábado, 3 de setembro de 2011

Tu .


Entrou sem bater, nem tão pouco pediu permissão. Quando deu conta, já não havia como voltar atrás. Havia-se entranhado de forma tão natural que a alma não o apercebera como estranho. Era tão dela como os seus pensamentos e tornara-a tão dele como o seu olhar. Não sabia já o que era conhecer uma vida em que Ele não fosse a sua realidade e o seu coração. Deixou de temer o amanhã e passou a abraçar o presente com o sorriso renovado. Pela primeira vez, soube pôr de parte as palavras soltas - de que valiam estas afinal, quando cada gesto partilhado dizia tanto mais.