terça-feira, 6 de setembro de 2011

entre a vida e a morte


Ao ver o suporte a diminuir-se-lhe e as máquinas a desligarem-se-lhe apercebi-me de como a vida assenta sobre tão ténues linhas. Não são apenas as opções de vida, pois há aquela fracção que nos foge por entre os dedos e, por mais que o desejo nos impulsione no sentido de mais um batimento, chega a uma altura em que temos de enfrentar que o fim é uma realidade inevitável. Todos queremos mais: mais um momento, mais um segundo, mais... mais... Contudo, há que ajuizar e traçar o limite da beneficiência versus distanásia. A Medicina é uma ciência e há quem se esqueça de que não é (de todo) perfeita. Posso dizer que, após ter vivido no limiar estas questões nos últimos dias, não há nada que supere a dificuldade de decidir parar o tratamento activo, em prol de um tratamento de conforto.

Sem comentários:

Enviar um comentário