segunda-feira, 18 de julho de 2011

E.N. # 3



Falaram-lhe do imprevisível, das voltas da vida e de toda aquela sabedoria popular que, usualmente, acabamos por ignorar. Via os dias passarem-lhe conformadamente, abraçando as amizades que o são ontem e hoje. Pensava que talvez o não houvesse para todos, lembrava-se ainda do que lhe disseram "a ideia de que cada um tem aquilo que merece é absolutamente ridícula. As coisas são como são, independentemente do que se faça por merecer." Verdades intemporais que tantos esquecem, mas que lhe fez bem recordar. Agarrando-se à própria força, foi desenrolado os dias como destinos inevitáveis... Quem diria que, sob o olhar atento da lua mágica, sentiria o arrebatar de tudo o que já havia estabelecido. Meses passados e ainda promete que não foi apenas o gesto, mas o sentimento. Tornaste-a tua com essa simplicidade que te admira e, se um dia te questionares se fazes parte, lembra-te que não és a parte, mas para sempre o todo.

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