terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estado civil: solteiro.

Parece que o ser-se "solteiro" está cada vez menos em voga. Os olhares de pena, quando a resposta é "não, não tenho ninguém", caracterizam uma sociedade em que, o estar sozinho, não é mais considerado uma opção, mas uma tragédia. Alguém pode dizer-me quando aconteceu? Quando nos deixámos cegar por tal ideal retrógrado e nos tornámos carentes ao ponto de não sabermos saborear a solidão? É um facto que ninguém pode viver isolado, mas quantos de nós sabemos o que é ser independente e não (co-)dependente? Continua-me a estupefactar essa sede de e não do alguém, e a preferência pela ilusão de felicidade, em troca de meia dúzia de palavras agradáveis e um estatuto de "outra metade". Espantam-se pelos números de divórcios, poligamia, violência conjugal, entre outros, estarem a aumentar. Pois eu não.

6 comentários:

  1. A solidão faz bem.
    Foi com a solidão que tomei várias opções importantes na minha vida, coisas que deixei arrumadas. É bom ser livre, muito bom. O facto é que as pessoas tem medo, ou vergonha de admitirem que estão sós. Não entendo porquê que isso acontece, sendo que é uma opção tão digna como tantas outras. Eu sou capaz de viver, sonhar, lutar, sozinha, e isso....faz-me acreditar e ter um imenso orgulho em mim!


    Adoro acordar e sentir-me livre.

    Beijinhos <3

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  2. Acho que não existem verdades absolutas. Cada qual tem percepções da vida muito próprias, que têm de ser respeitadas. Por isso, entendo o teu ponto de vista, mas discordo da generalização. Porque nem todos os casais se separam, se agridem ou traem.

    Mas isto também já te tinha dito :p*

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  3. Não é que tenha muito a ver, mas isto fez.me lembrar o into the wild. Se ainda não viste, vê que vale a pena ;) beijinho*

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  4. au contraire ma chére! acho é que cada vez mais a solteirice é um status adquirido e desejado!
    Não há mais homens e mulheres dispostos a sacrificios e a cedências in the name of love, porque a evolução da sociedade civil, determina que só amor já não chega! Tens que ter tudo, amor, um conjuge bonito, serem bem sucedidos na carreira, terem filhos lindos e um grupo de amigos maravilhosos, actividades paralelas, uma casa de sonho e um carro topo de gama, férias 5 vezes por ano, sob pena de serem mais uns fracassados.
    Por isso cada vez há mais divórcios e poligamias e traições! elevaram tanto a fasquia que só muito poucos comuns mortais conseguem fazer face às exigências.
    Na minha opinião o que conta mesmo, at the end of the day, é ser feliz, fazer o máximo de pessoas felizes e o resto: FUCK IT ALL AND NO REGREATS!!!
    solteiros, casados, divorciados, viúvos, aqueles assim-assim, com amigos coloridos ou a preto e branco, traídos, traidores, e não sei quantos mais... o que importa o estado civil???????
    Just be happy!

    C.

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