sexta-feira, 24 de setembro de 2010

a perder peças.

A personalidade é uma coisa engraçada, até seria porreira se não nos desse constantemente cabo da moina. Todos queremos defini-la e todos queremos torná-la única, individualizada. O que está na moda é ser diferente, mas ao fim e ao cabo todos somos imitações dos moldes que vão criando robots humanos em massa. Dizemos não ceder a pressões sociais, afirmamos que tudo é hipocrisia e Nós - sim Nós - Nós é que somos o belo do original. Apagamos o número de série em meia dúzia de lavagens e pensamos assim enganar o fabricante. Fazemos meia dúzia de boas acções e vemo-nos com um lugar garantido no paraíso e, se já lá temos lugar, porque não abandalhar um bocadinho, enquanto não fazemos check in? Damos por ela e já nem sabemos onde andamos - continuo com a teoria de que quem inventasse o GPS para o Eu seria milionário, mas isso já são outras extravagâncias.

Sabes quem és? Se souberes diz-me que eu bato-te palmas, porque ando eu há 22 anos nesta Terra e sei o meu nome e pouco mais. Posso até assegurar que, a cada dia que passa, parece que vou emburrecendo e cada vez sei menos de mim.

2 comentários:

  1. Por muito que queiramos, nunca vamos saber ao certo quem somos. A vida vai-nos dando pistas, com as suas surpresas. Mas no final, continuamos a ser meros aspirantes na tentativa de nos compreender-mos.

    kiss kiss :D*

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  2. Se calhar o caminho não passa por tentar perceber o que somos ou quem somos, mas sim aceitar o que nos rodeia e agradecer o facto de sermos algo disto que existe ;)
    A verdadeira diferença esta naquilo que sentimos e nas prioridades que estabelecemos.
    Aceitar a diferença é evoluir :)

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