domingo, 11 de julho de 2010

o mesmo dialecto.

Chamaram-lhe inocência. As palavras escolhidas a dedo e os movimentos comedidos. O nervoso miudinho a apoderar-se do corpo e a contrariar a vontade. O sorriso envergonhado acompanhando o rubor da face e o olhar desprotegido a revelar verdades impossíveis de camuflar. Tinham a vida por inteiro e não trocariam o entrelaçar das mãos por nada. A simplicidade de um e outro momento premeditava : a felicidade nem sempre tem de ser difícil, mas é-nos intrínseco saber complicá-la.

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